Hoje em conversa com uma pessoa conhecida que trabalha no Centro de Emprego. Foi-me dito que agora os "responsáveis" tinham mandado "cá para baixo" uma serie de novas regras e objectivos que só podem vir (palavras dele)...
"...de quem não faz a mínima ideia da realidade no terreno..."
"...alem de impossíveis de concretizar, implicam para quem não cumprir, o despedimento..."
Em resumo, todos os que estão sujeitos a novas directrizes, são sérios candidatos em 2013 (se não antes), a engordarem essa grande família de desempregados que cresce a olhos vistos e de dia para dia neste nosso Portugal à beira mar plantado.
Pensando no que ouvi e no que tenho observado ao longo da vida, chego à seguinte constatação / conclusão. Em Portugal, regra geral, começando em quem nos tem (des) governado, até à simples PME da esquina, justificam-se os altos vencimentos pela grande responsabilidade de quem os recebe, mas... de que responsabilidade falamos afinal... é que quando se recebe um alto vencimento porque se tem muita responsabilidade pela qual não somos postos em causa, é fácil ser "responsável"...
Conheço vários casos reais onde quanto mais se ganha menos se faz...Se analisarmos a hierarquia de valores dentro de uma estrutura, será fácil constatar o que afirmo e que se aplica de forma transversal a toda a sociedade Portuguesa.
Há o que ganha muito e pouco ou nada faz (alem de mandar os outros fazer e de decidir quem paga pelos seus erros enquanto "responsável"), e a partir dai é uma cadeia hierárquica que assume tanto quanto consegue uma postura similar, até que chegamos aos que efectivamente empurram a maquina, mas que estão sempre com o pescoço no cepo e sujeitos em qualquer momento a ser questionados e mesmo dispensados por simplesmente seguirem as directrizes do que é "responsável" e as mesmas não alcançarem o objectivo pretendido e definido pelo "responsável". Sejam elas reais ou irreais.
Efectivamente é assim e cada um que pode manda o outro fazer, quando as coisas correm mal a culpa foi do outro...
Mas há excepções, quando o "responsável" assume a sua responsabilidade e como tal lança-se na procura de uma solução que nunca passa por si próprio e imaginem, regra geral, passa precisamente por penalizar o que efectivamente foi executante.
Em Portugal ser "responsável" é sinonimo de ser "inimputável"
Onde a única ou quase única penalização que se têm é a "penosa" parte de fazer alguém pagar pelos seus erros, e cabeça após cabeça, continuam a manter os seus poleiros "responsáveis" independentemente dos resultados... porque resumindo, a culpa é sempre do mexilhão...
Há excepções.... claro que haverá, mas devem contar-se pelos dedos...
Infelizmente...
Realmente vivemos num país onde todos querem ser responsaveis e ninguém quer assumir as responsabilidades quando algo corre menos bem. Ou seja vivemos num país em que a desresponsabilizaçáo é um acto comum e visto como natural...obviamente que temos as exceções...mas basta analisar o comportamento escolar e o que se vai passando aos nossos filhos.
ResponderEliminarPenso que estamos no caminho errado, todos sabemos disso, mas não se passa nada. Neste caso os responsaveis somos todos nós, mas tal como o resto, rsponsabilizamos por norma os outros, sejam eles quem forem...irá rebentar por algum lado? penso que sim, mas como não temos responsaveis, resta saber por onde irá rebentar.