Cada vez mais, fico com a sensação de que o Facebook é uma bênção para as nossas classes de "iluminados e deuses"
Vejo todos os dias, pela net e em particular pelo Facebook, uma serie de noticias, artigos e post's onde parece que todos conhecem sem margem para dúvidas os podres da sociedade Portuguesa...
Todos escrevem e desabafam mas na verdade não se passa disto...
Parece que se encontrou o local ideal para que os desabafos se façam ouvir de forma indolor para as tais classes de "iluminados e deuses" deste Portugal.
Fica o povo com a sensação de dever cumprido e as classes de "iluminados e deuses" a rir de cima das suas cadeiras de poder e luxo pagos, imaginem, pelo povo.
É este o Portugal que temos e que aparentemente queremos continuar a ter.
Tantas e tantas vezes que ouço dizer...
"... se fossem os outros isto seria bem pior..."
E eu pergunto, mas bem pior como ???
Mas pensando bem, a resposta até é simples, se fossem os "outros" provavelmente nem sequer seria possível escrever-se à vontade num qualquer facebook...
Já o ditado popular dizia "cão que ladra não morde" e realmente somos um povo estranho que deste há 38 anos ganhou dois direitos fundamentais...
O 1º poder falar / escrever e o 2º ser ignorado
...
sábado, 19 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Responsabilidade a quanto obrigas...
Hoje em conversa com uma pessoa conhecida que trabalha no Centro de Emprego. Foi-me dito que agora os "responsáveis" tinham mandado "cá para baixo" uma serie de novas regras e objectivos que só podem vir (palavras dele)...
"...de quem não faz a mínima ideia da realidade no terreno..."
"...alem de impossíveis de concretizar, implicam para quem não cumprir, o despedimento..."
Em resumo, todos os que estão sujeitos a novas directrizes, são sérios candidatos em 2013 (se não antes), a engordarem essa grande família de desempregados que cresce a olhos vistos e de dia para dia neste nosso Portugal à beira mar plantado.
Pensando no que ouvi e no que tenho observado ao longo da vida, chego à seguinte constatação / conclusão. Em Portugal, regra geral, começando em quem nos tem (des) governado, até à simples PME da esquina, justificam-se os altos vencimentos pela grande responsabilidade de quem os recebe, mas... de que responsabilidade falamos afinal... é que quando se recebe um alto vencimento porque se tem muita responsabilidade pela qual não somos postos em causa, é fácil ser "responsável"...
Conheço vários casos reais onde quanto mais se ganha menos se faz...Se analisarmos a hierarquia de valores dentro de uma estrutura, será fácil constatar o que afirmo e que se aplica de forma transversal a toda a sociedade Portuguesa.
Há o que ganha muito e pouco ou nada faz (alem de mandar os outros fazer e de decidir quem paga pelos seus erros enquanto "responsável"), e a partir dai é uma cadeia hierárquica que assume tanto quanto consegue uma postura similar, até que chegamos aos que efectivamente empurram a maquina, mas que estão sempre com o pescoço no cepo e sujeitos em qualquer momento a ser questionados e mesmo dispensados por simplesmente seguirem as directrizes do que é "responsável" e as mesmas não alcançarem o objectivo pretendido e definido pelo "responsável". Sejam elas reais ou irreais.
Efectivamente é assim e cada um que pode manda o outro fazer, quando as coisas correm mal a culpa foi do outro...
Mas há excepções, quando o "responsável" assume a sua responsabilidade e como tal lança-se na procura de uma solução que nunca passa por si próprio e imaginem, regra geral, passa precisamente por penalizar o que efectivamente foi executante.
Em Portugal ser "responsável" é sinonimo de ser "inimputável"
Onde a única ou quase única penalização que se têm é a "penosa" parte de fazer alguém pagar pelos seus erros, e cabeça após cabeça, continuam a manter os seus poleiros "responsáveis" independentemente dos resultados... porque resumindo, a culpa é sempre do mexilhão...
Há excepções.... claro que haverá, mas devem contar-se pelos dedos...
Infelizmente...
"...de quem não faz a mínima ideia da realidade no terreno..."
"...alem de impossíveis de concretizar, implicam para quem não cumprir, o despedimento..."
Em resumo, todos os que estão sujeitos a novas directrizes, são sérios candidatos em 2013 (se não antes), a engordarem essa grande família de desempregados que cresce a olhos vistos e de dia para dia neste nosso Portugal à beira mar plantado.
Pensando no que ouvi e no que tenho observado ao longo da vida, chego à seguinte constatação / conclusão. Em Portugal, regra geral, começando em quem nos tem (des) governado, até à simples PME da esquina, justificam-se os altos vencimentos pela grande responsabilidade de quem os recebe, mas... de que responsabilidade falamos afinal... é que quando se recebe um alto vencimento porque se tem muita responsabilidade pela qual não somos postos em causa, é fácil ser "responsável"...
Conheço vários casos reais onde quanto mais se ganha menos se faz...Se analisarmos a hierarquia de valores dentro de uma estrutura, será fácil constatar o que afirmo e que se aplica de forma transversal a toda a sociedade Portuguesa.
Há o que ganha muito e pouco ou nada faz (alem de mandar os outros fazer e de decidir quem paga pelos seus erros enquanto "responsável"), e a partir dai é uma cadeia hierárquica que assume tanto quanto consegue uma postura similar, até que chegamos aos que efectivamente empurram a maquina, mas que estão sempre com o pescoço no cepo e sujeitos em qualquer momento a ser questionados e mesmo dispensados por simplesmente seguirem as directrizes do que é "responsável" e as mesmas não alcançarem o objectivo pretendido e definido pelo "responsável". Sejam elas reais ou irreais.
Efectivamente é assim e cada um que pode manda o outro fazer, quando as coisas correm mal a culpa foi do outro...
Mas há excepções, quando o "responsável" assume a sua responsabilidade e como tal lança-se na procura de uma solução que nunca passa por si próprio e imaginem, regra geral, passa precisamente por penalizar o que efectivamente foi executante.
Em Portugal ser "responsável" é sinonimo de ser "inimputável"
Onde a única ou quase única penalização que se têm é a "penosa" parte de fazer alguém pagar pelos seus erros, e cabeça após cabeça, continuam a manter os seus poleiros "responsáveis" independentemente dos resultados... porque resumindo, a culpa é sempre do mexilhão...
Há excepções.... claro que haverá, mas devem contar-se pelos dedos...
Infelizmente...
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